Buda Amida

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Nos escritos em sânscrito, vindos da Índia de 2.500 anos, o Buda Amida tem dois nomes – Amitābha (“Luz Infinita”) e Amitāyus (“Vida imensurável”).

O nome “Amida” derivou da transliteração chinesa desses dois nomes em sânscrito e implica que o Buda incorpora esses dois elementos da natureza búdica.

A história do Buda Amida é narrada no Sutra Sutra Maior do Buda da Vida Imensurável (Amitayus) e da Luz Infinita (Amithaba).  Como o Buda Sakyamuni que se apresentou na história real da Índia, o Buda Amida era um príncipe em uma terra incerta que também abandonou o trono para seguir os passos do Buda Lokesvararaja, para tornar-se um monge chamado Dharmakara, “O Tesouro do Dharma”.  Durante incontáveis eras de determinação, reflexão e prática, Dharmakara trilhou 48 Votos para beneficiar todos os seres.  Em cada Voto,  Dharmakara declara que só alcançaria a suprema e perfeita iluminação se todos os seres também se iluminassem.

A mente-coração daquele que está em profunda relação com Amida experimenta um estado de liberação, chamado de shinjin: confiança plena e verdadeira na vida; essa unidade primordial entre nós e a vida, liberados das resistências e armadilhas do ego, da discriminação, do julgamento e da censura.

A confiança no Buda Amida surge, assim, não como uma fé cega num ser superior, mas na experiência direta da ação da recitação do Nome e o significado do 18o Voto, que, na nossa vida cotidiana, desperta a mente para conhecer a nossa realidade e o que está ao nosso redor.

 

18o Voto

 

Se, quando me tornar um Buda, os seres sencientes nas terras das dez direções que confiarem sincera e alegremente a mim, aspirarem a nascer na minha terra, e chamarem o meu Nome até dez vezes, e nela não nascerem, que eu não alcance a Perfeita Iluminação.