Theravada e Mahayana

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Budismo Theravada e Mahayana: a compreensão do Buda ou Tathagata

 

Essas correntes têm a ver com a interpretação da palavra Tathagata que é como Buda pode ser chamado.  Para o Budismo Theravada, “Tatha” representa a natureza em si mesma, a realidade última, a verdade que nos desperta e “Gata” significa partir.  Tathagata seria aquele que partiu na direção da verdade e os theravadins são aqueles que seguem o exemplo Daquele que foi antes.  A primeira fala do Buda Gautama, As Quatro Nobre Verdades e o Caminho Óctuplo, são levados quase ao pé da letra, com regras rígidas de comportamento como não procriar nem matar, não produzir, viver de dádiva alheia.

Nesta Sanga, cada um renuncia não só ao mundano como a própria individualidade, mesmo com passado e formação diferentes para se sentirem iguais no presente e com mesma expectativa de futuro perante a natureza da vida.   Se respeitam como irmãos fraternos, mas reverenciam a experiência de vida do outro e o grau de compreensão sobre a realidade ultima.  É o chamado Caminho dos Sábios que segue o exemplo de vida do Buda como modelo do despertar.

Ocorre que a maioria que não tinha condições de renunciar ao mundano, quer por características pessoais de disposição, quer por exigências familiares e sociais de disponibilidade, que não podia ou não queria seguir estrita e rigorosamente o exemplo de vida do Buda, ficava excluída desta Sanga.

Começa a se fortalecer uma outra interpretação da denominação  Tathagata, “TathaAgata”, “Agatha” não como ir, mas vir.  Tathagata não mais como Aquele que se foi mas que veio da natureza em si mesma, da realidade da verdade, para ensinar a todos os seres sensíveis o caminho do despertar, mesmo àqueles que se mantém na vida mundana.  Surge o Caminho dos Leigos que traz paz e tranqüilidade para a maioria obrigada a levar um tipo de vida que na condição de lavradores conturba a evolução da natureza vegetal, como caçadores e pescadores extermina vidas animais, como comerciantes faz negócios injuriosos, como guerreiros mata outros e a todos aqueles que se sentem incapazes de se livrar das paixões cegas.  É outra demonstração da sabedoria e compaixão budistas (Veja Nota 5).

No Caminho dos Leigos do Budismo Mahayana,  é na convivência cotidiana dentro da comunidade aberta que tomamos consciência das chamadas paixões cegas que provocam tantas emoções negativas, percebendo-as em nós próprios e nos outros.  É o despertar, é a tomada de consciência de que é nesse próprio convívio com os outros que as paixões cegas podem ser purificadas e transformadas.  Assim, podemos dizer que o Shin-Budismo da Terra Pura representa o supra-sumo do Budismo Mahayana ao propor o caminho mais natural e acessível para esse despertar, ao nos apresentar o Buda Amida que nos acolhe como somos e onde estamos, desde que aceitemos a Sua Confiança, o Seu Voto.