Etiqueta

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A etiqueta litúrgica, rituais do Shin Budismo, não é a tradição entendida como uma convenção. Ao contrário, é a expressão viva do entusiasmo, flexibilidade e naturalidade da vivência individual e coletiva do ensinamento. A etiqueta budista é ainda a reverência e gratidão ao Buda, seus ensinamentos e à comunidade.

O mais importante é que, com essa mente dirigida a todos os seres, aprendemos a ouvir, confiar e compreender o Nome do Buda Amida nessas três ações:

1. Ação Mental – Ter a mente sempre concentrada em Amida
2. Ação Verbal – Recitar o Nome de Amida
3. Ação Física – Reverenciar Amida

 

Procedimentos para os Ofícios de Meditação

 

Procure alguém da comunidade para orientá-lo
Seja bem-vindo! Procure alguém da comunidade para orientá-lo em sua primeira visita. Você pode reconhecê-lo pelo faixa que usa em torno do pescoço. Recomendamos que cheguem sempre pontualmente aos ofícios de meditação.

1. Horários das atividades de meditação (clique aqui)
2. Entrada no Templo
3. Encaminhe-se à mesa do Incensário 
4. Pegue o livro de Ofício (o livro deverá ser devolvido ao final do ofício)
5. Sente-se silenciosamente em postura de meditação
6. Para informações sobre a sequência de um ofício de meditação, clique aqui

 

Reverências

 

Gasshô (Juntar as mãos)
O gasshô é feito com o nenju. As mãos ficam na altura do peito, sem forçar os cotovelos, num ângulo de aproximadamente 45o em relação ao tronco. Em gasshô, recita-se o Nome do Buda Amida – Namu Amida Butsu ou Namandabu.

Raihai (curvar-se sem gasshô)
Em gasshô, após recitar o Nome do Buda Amida, curve-se, com o tronco reto, 45o a frente. Em seguida, volte à posição inicial e desfaça o gasshô.

Yuhai (curvar-se sem gasshô)
Com os braços relaxados ao longo do corpo, faça uma curvatura, com o tronco reto, num ângulo de aproximadamente 15o à frente. Em seguida, retorne à posição inicial, com o tronco na postura ereta.

 

Queima de Incenso

 
Paramos com os pés juntos a dois ou três passos da mesa do incensário. Fazemos uma pequena reverência sem juntar as mãos.

Com o pé esquerdo à frente, aproximamo-nos e paramos com os pés juntos. Pegamos um pouco do incenso granulado e o colocamos sobre a brasa dos incensos, que devem ser colocados na posição horizontal.

Fazemos uma reverência com gasshô, recitando o Nome do Buda, Namandabu ou Namu-amida-butsu. Retornamos para a posição inicial, começando pelo pé direito e paramos com os pés juntos. Fazemos a leve reverência e voltamos ao nosso lugar.

Ler o texto de Jeff Wilson sobre incensamento aqui

 

Acessórios para usar nos ofícios de meditação

 

Juzu ou Nenju
É um acessório que usamos na postura em gasshô, em reverência à compaixão e sabedoria de Amida.
Passamos as mãos unidas dentro dele, com o cordão voltado para baixo, aparado nos polegares que apertam as contas suamente.
Quando não fazemos gasshô, seguramos o juzu ou nenju na mão esquerda, aparado entre o polegar e os demais dedos, com o cordão voltado para baixo.

Faixa Shikisho
Ao fazermos a iniciação budista, recebemos uma faixa, o shikishô, usada em torno do pescoço. As diversas cores e padrões não refletem uma diferença de níveis entre praticantes. É a lembrança, assim como o nenju, do compromisso com os 3 Tesouros do Budismo: Buda, Darma e Sanga.

Livros de meditação cantada
No livro de ofício, você pode encontrar informações mais detalhadas sobre as tradições Shin, os sutras e hinos da meditação cantada assim como ensinamentos para reflexão.
Os livros podem ser adquiridos na loja do Templo ou estão disponíveis para empréstimo e devolução ao final do ofício.

 

O Altar Budista

 
O altar principal é do Buda Amida, o Buda da Vida Imensurável e Luz Infinita, que ocupa a posição central no altar e pode estar numa das três formas: uma estátua, uma flâmula com sua imagem ou com os caracteres escritos “Namuamidabutsu”.

O “mudra” ou postura das mãos (“an-i-in jobogesho”) é o gesto da tranquilidade e proteção, representando a entrada do Buda Amida entre os seres sencientes.

O polegar e o dedo indicador formam o círculo ou roda da perfeição, “o ensinamento do Buda que não tem início nem fim”. A mão direita levantada simboliza a Sabedoria e a esquerda, com a palma estendida, simboliza a Compaixão, que leva todos os seres à verdade do Darma.

A protuberância no alto da cabeça, ou Nikkei, representa as 32 marcas de excelência do Buda, o ápice da sabedoria espiritual.

Sob a estátua, o trono de lótus. Nas simbologia budista, a flor de lótus cresce sob um lodo e irrompe sob a água – pura e bonita e, ainda assim, nutrida pelo lodo.

O altar lateral, à direita, é de Shinran Shonin, o Fundador do Shin Budismo.
O altar lateral, à esquerda, é de Rennyo Shonin, o Oitavo Patriarca conhecido como o inovador e responsável pela grande difusão do Shin no Japão.

Sob os dois altares, o símbolo da Flor de Fuji:  o florescimento para baixo sugere que a força reside na humildade.
Os outros altares são uma inovação desse Templo:

À direita do altar central, a imagem do Buda Gautama, o Buda Histórico, doada pelo Governo da Tailândia.

À esquerda do altar central, altar dos Antepassados. Homenagem aos japoneses fundadores do Templo.

 

Altar em Casa

 

Não há regras ou normas quanto ao tipo de altar.

Tradicionalmente é colocada a imagem ou estátua do Buda Amida ao centro; à direita, a figura do fundador Shinran Shonin; à esquerda, a de Rennyo Shonin; um vaso de flores; velas; recipiente para incenso.

É recomendável fazer uma cerimônia de convite para o Buda entrar em sua casa, que pode contar com a presença do Monge, amigos e familiares.