glossario

 
Sabedoria (jap. Tie) (sânsc. Prajña, ou pañña)
É a capacidade mental de poder enxergar os fenômenos e os elementos ao seu redor na sua totalidade. No Budismo Mahayana, seria uma das seis práticas (sânsc. paramitas) que o boshisatva tem de cumprir para chegar a iluminação. As outras cinco seriam: doação (sânsc. dana), conduta ética (sânsc. sila), paciência (sânsc. ksanti), esforço (sânsc. virya) e concentração (sânsc. dhyana).
Sambhogakaya
Um dos três corpos (trikaya) de um Buda, o corpo de desfrute, ou corpo de recompensas.
Sambhogakaya
Um dos três corpos (trikaya) de um Buda, o corpo de desfrute, ou corpo de recompensas.
Sambhogakaya
Um dos três corpos (trikaya) de um Buda, o corpo de desfrute, ou corpo de recompensas.
Sangha (sânscrito)
A ordem budista, a congregação dos seguidores do Budismo. É a terceira das Três Jóias do Budismo (Buda, Dharma e Sangha).
Shan-tao (jap. Zendô) (613-681, China)
Foi discípulo de Tao-ch’o (562-645 d.C., China). Tornou-se monge muito cedo e depois de estudar muitos sutras, encontrou o Sutra da Contemplação. Com grande alegria, tentou realizar as dezesseis formas de contemplação indicadas no sutra. Quando tinha um pouco mais de vinte anos, foi assistir a uma conferência de Tao-ch’o sobre esse sutra. Encorajado pelos ensinamentos do mestre, praticou a visualização de Amida ainda com maior intensidade, até que finalmente atingiu a meditação do Nembutsu (jap. Nembutsu-Zanmai) e nele viu Amida e todos os adornos gloriosos da Terra Pura. Ele observava diligentemente os preceitos e as regras e nunca pensava em fama, glória ou ambição. Influenciou milhares de pessoas a seguirem o ensinamento da Terra Pura. Seu “Comentário ao Sutra da Contemplação” (jap. Kangyôsho) marcou época no desenvolvimento do Budismo da Terra Pura, questionando os mestres do Caminho dos Sábios sobre o fato de que mesmo um homem comum leigo pode ir nascer na Terra Pura através da Mente Confiante e da Recitação do Nembutsu.
Shinjin
A experiência central do shin-budismo é chamada de shinjin, freqüentemente traduzida como fé, mas como a fé tem múltiplas conotações, é importante distinguir os diferentes contextos deste uso. No budismo encontramos três termos em sânscrito que às vezes são traduzidos por “fé”: sraddha (confiança), prasada (claridade e equanimidade) e adhimukti (compreensão). Embora shinjin contenha algum desses elementos, a compreensão básica de Shinran poderia ser melhor traduzida em inglês como “verdadeira confiança”.

Shinjin também contém algumas dessas nuances da fé, mas o central é o despertar para a realidade como ela é, além das formas conceituais da dualidade sujeito-objeto. Quando Paul Tillich fala de “o Deus além do Deus do teísmo”, uma formulação budista comparável poderia ser “o Buda além do Buda da dualidade”. Tal Buda não desaparece na direção da transcendência mas aparece aqui e agora no meio da vida cotidiana. Esse movimento, descrito por alguns como transcendência, culmina no aparecimento do Nome, Namo Amida Butsu, em nosso mundo. (Taitetsu Unno. River of fire, river of water, Doubleday, 1995)
Shinran Shonin (1173-1262)
Fundador da Verdadeira Escola da Terra Pura (jap. Jodo Shinshu). Nasceu numa família da baixa nobreza do Japão Medieval e logo menino foi privado de seus pais. Entrou para a vida monástica aos nove anos de idade, em Kyoto. Foi para o monte Hiei, onde praticou o método de libertação da Escola Tendai até a idade de vinte e nove anos. Depois de conhecer o mestre Honen, que difundia o ensinamento do Nembutsu, tornou-se seu discípulo.
Em seguida, Honen e seus discípulos são condenados ao exílio e Shinran foi obrigado a mudar-se para Echigo (atual Niigata). Depois de perdoado, não pôde reencontrar Honen, que acaba falecendo. A partir daí, passou a se dedicar a pregar o ensinamento transmitido pelo seu mestre e a escrever obras importantes para a consolidação da Escola da Terra Pura como o Kyogyoshinsho, sua obra prima.
Sutra da contemplação (jap. Kanmuryojyu-kyô)
Um dos três sutras da Escola da Terra Pura. É chamado também de Sutra da Meditação no Buda da Vida Infinita. Foi traduzido para o chinês por Kalayasas no período de 424-442. Este sutra apresenta dezesseis formas de se contemplar o Buda Amida e a sua terra, a Terra Pura. O comentário a este sutra elaborado por Shan-tao (613-681, China) foi muito importante para o desenvolvimento do ensinamento da Terra Pura na China e, posteriormente, no Japão.
Sutra do Reino de Bodhisatvas Preguiçosos (jap. Bossatsu Shotaikyou)
Literalmente, o “Sutra sobre os Bodhisattvas que vivem no útero”. Segundo este sutra, existiria um mundo muito distante, a oeste, chamado “Terra da Preguiça e Arrogância”, onde teriam muitas felicidades. Os bodhisattvas que nascem lá estão amarrados a essa terra e não podem fazer progresso espiritual. Seria uma Terra Transformada da Terra Pura, onde nascem aqueles que realizam práticas mistas distintas da Prática Única, que é a prática do Nembutsu com a Mente Una. Depois de muito tempo sem encontrar com o verdadeiro Buda, nem ouvir o verdadeiro Dharma, eles chegarão à verdadeira Terra Pura em que atingirão a Iluminação.
 
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