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Administração do Site
Publicado por: Administração do site

Não se sabe bem se foi em 563 ou 483 a.C
Nasceu o filho do rei Suddhodana e da rainha Maya
Do clã dos sakyas, da casta dos nobres da índia
Em Kapilavastu, nas encostas do Himalaia
Recém nascido, dá sete passos para o norte, o sul, o leste e o oeste
Aponta uma mão para o céu e outra para a terra e declara:
“Entre o céu e a terra sou um ser único”.
Sinal de presunção e arrogância?
Claro que não.
Se assim fosse
Os deuses não fariam cair milhares de flores e chuva adocicada
Para marcar um dia glorioso para a humanidade.
A todos os seres, nas quatro direções
Entre o céu, a transcendência
E a terra, o samsara
Menino-Buda indica a preciosidade da vida.
Raro e difícil é nascer na forma humana
Raro e difícil é ouvir os ensinamentos do Buda
E dar o sétimo passo
Para superar os Seis Mundos do Sofrimento.
O mundo infernal da angústia da dor e medo sem fim
O mundo animalesco das reações instintivas de irracionalidade
O mundo famélico de insatisfação contínua e cobiça
O mundo raivoso, de queixas e ressentimentos
O mundo da solidão indesejada e insuportável
Até o mundo dos céus, de deslumbramento efêmero e frustrante.
Nada mais são que memória inconsciente
Revivida por todos e cada um, a todo e qualquer momento
Como bloqueios ou traumas, tanto individual como social
A obstaculizar o caminho da verdadeira felicidade.
Ilusões muito arraigadas, reminiscências da própria humanidade
Ao longo da sua formação, por eras e eras cósmicas, milhares e milhares de anos
Cuja libertação requer, sem dúvida,
Que confiemos nos Três Tesouros do Budismo: Buda, Darma e Sanga.
Com seu gesto, Menino-Buda representa
A preciosidade da vida de todos e cada um de nós
A possibilidade de nos despertarmos em buda
Nesta mesma vida.
Publicado por: Monge Sato




































