A História
Templo Hoje
Passaram-se quase cinqüenta anos do encontro histórico com Juscelino, mais de quarenta anos da comissão de construção do templo, mais de quarenta anos da primeira diretoria da Associação das Senhoras Budistas, mais de trinta anos de formação da Associação Budista de Brasília. Hoje, a participação dos não-japoneses é marcante, até na Diretoria. O Templo Budista de Brasília continua dando assistência religiosa às famílias de migrantes japoneses, acompanhando os enterros e realizando os cultos de agradecimento aos antepassados, comemorando as várias datas budistas tradicionais como Ano Novo, Hôonko, Nehan-ê, Ohigan, Hanamtsuri, Gotan-ê, Obon, Eitaikyo, Jôdo-ê e Jôya-ê, mas se tornou mais universal.

Sim, algo de novo está acontecendo nos últimos anos: o crescente interesse budista pelos brasileiros. Cursos de meditação e budismo se renovam mensalmente. O templo fica lotado nas sessões dominicais de meditação cantada, quando as palestras do monge são em língua portuguesa. Realizam-se casamentos e batismos para os não-japoneses. Há cursos mais variados de artes estéticas como ikebana e shodô, de harmonização e bem estar como yoga e tai-chi-chuan e artes marciais como judô, aikidô, karatedô, kendô, kung-fu e ninjutsu.

O Templo de Brasília, idealizado há mais de cinqüenta anos junto com a nova capital do país, construído e mantido pela comunidade budista japonesa e nipo-brasileira, caminha na direção do ideal concebido na época: ser de fato Honpa Hongwanji do Brasil, incorporando o próprio sonho do Juscelino.