Convite: Cerimônia das 108 Badaladas

postado por Santhiago Cavalcanti / 01 comentários

Data: Dia 31/12

Horário: 21h – Cerimônia de agradecimento às 21h e, logo a seguir, tocamos o sino grande ( bonshô ) até completar 108 badaladas

Local: Templo Shin Budista de Brasília (Área Especial 315/316 Sul Lote 5 Brasilia – DF)

Entrada gratuita.

Por motivos de segurança, uma vez que temos muitas pessoas circulando, pedimos que não tragam animais de estimação.

Às 21h iniciaremos nossa cerimônia com um ofício budista especial guiado pelo Monge Sato, que durará cerca de 40 minutos, . Ele ocorrerá na nave (sala cerimonial) e é aberto ao público. Ao entrar, você fará o ritual de incensamento, com a ajuda de algum membro  da sangha (comunidade budista) e receberá uma pulseira do evento.

A Cerimônia das 108 Badaladas tem início logo após o ofício. Todos são convidados a tocar o sino bonshô e devem se organizar em grupos familiares ou de amigos, portando as pulseiras recebidas na nave (apenas um familiar ou amigo precisa da pulseira). Os membros da sangha que participarem do ofício religioso ou que estiverem trabalhando na organização do evento serão identificados com outra cor de pulseira e terão prioridade para tocar o sino. Os demais convidados entrarão na fila para tocar, até completarmos as 108 badaladas.

Também teremos um lanche comunitário aberto ao público durante esse período. Para participar, traga um prato doce ou salgado e comemore conosco o novo ano. A lojinha do Templo estará funcionando: se você desejar comprar lembranças, são aceitos cheques ou dinheiro como forma de pagamento.

Esperamos por vocês.

Namandabu.

As 108 Badaladas na virada do Ano – Monge Sato 

Sejam todos bem vindos ao Templo para as 108 Badaladas da Virada do Ano, dia 31, às 21 horas.  É uma cerimônia muito bonita e alegre, em que o Grande Sino (bonshô) é facultado ao público para juntos comemorarmos a passagem do ano que, além de festiva, tem um profundo significado.

Renovamos nossas esperanças para o ano novo, tomando consciência das 108 ilusões (bonnô) que podem dar sentido próprio ou impróprio à vida.  Ilusões inevitáveis que advém dos nossos seis órgãos indicadores de vida: audição, visão, olfato, paladar, tato e pensamento.  Cada órgão nos provoca três sensações diferentes: gostar, não gostar e indiferença.  Posso gostar, não gostar ou ser indiferente a uma música, a uma paisagem, a um odor, a um sabor, a um toque ou a uma ideia.  Assim, 6 × 3 = 18 sensações. Individualmente, desenvolvemos em relação a cada sensação, dois sentimentos – de apego ou de rejeição – gostando, não gostando ou sendo indiferentes.  Pois bem, 18 × 2 = 36, mas parece estarmos longe das 108 ilusões.  Não, os apegos e rejeições não se referem só ao presente como se estendem ao passado e ao futuro.  Assim, 36 × 3 = 108!

Contudo, não desanimem com tantas ilusões a desembaraçar para libertarmo-nos na direção da felicidade.  Acontece que não podemos ignorar ou esquecer que a nossa liberdade/felicidade está pautada pela impermanência, interdependência e insubstancialidade de todos os seres e fenômenos.  O Dharma budista nos ensina que nunca podemos ser felizes isoladamente, sem levar em conta a felicidade do outro, de todos.  Mas isto é muito difícil pela complexidade das relações humanas!  Assim, o hino (wasan) composto por Shinran, o fundador do Shin-Budismo diz: “nada pode ser comparado à Luz do Buda que tudo purifica”; “supremo e primordial é o brilho da Luz do Buda, Majestosamente Flamejante”.  Neste sentido que podemos, a todo momento, estar recitando Namo Amida Butsu – NAMANDABU.  A Terra Pura pode ser aqui/agora.