Cerimônia das 108 Badaladas do Sino

postado por Cris / no comentários

dia: 31/12

Horário: 22h – Cerimônia de agradecimento às 22h e, logo a seguir, tocamos o sino grande ( bonshô ) até completar 108 badaladas

As 108 Badaladas na virada do Ano – Monge Sato

 

Sejam todos bem vindos ao Templo para as 108 Badaladas da Virada do Ano, dia 31, às 22 horas.  É uma cerimônia muito bonita e alegre, em que o Grande Sino (bonshô) é facultado ao público para juntos comemorarmos a passagem do ano que, além de festiva, tem um profundo significado.

Renovamos nossas esperanças para o ano novo, tomando consciência das 108 ilusões (bonnô) que podem dar sentido próprio ou impróprio à vida.  Ilusões inevitáveis que advém dos nossos seis órgãos indicadores de vida: audição, visão, olfato, paladar, tato e pensamento.  Cada órgão nos provoca três sensações diferentes: gostar, não gostar e indiferença.  Posso gostar, não gostar ou ser indiferente a uma música, a uma paisagem, a um odor, a um sabor, a um toque ou a uma ideia.  Assim, 6 × 3 = 18 sensações. Individualmente, desenvolvemos em relação a cada sensação, dois sentimentos – de apego ou de rejeição – gostando, não gostando ou sendo indiferentes.  Pois bem, 18 × 2 = 36, mas parece estarmos longe das 108 ilusões.  Não, os apegos e rejeições não se referem só ao presente como se estendem ao passado e ao futuro.  Assim, 36 × 3 = 108!

Contudo, não desanimem com tantas ilusões a desembaraçar para libertarmo-nos na direção da felicidade.  Acontece que não podemos ignorar ou esquecer que a nossa liberdade/felicidade está pautada pela impermanência, interdependência e insubstancialidade de todos os seres e fenômenos.  O Dharma budista nos ensina que nunca podemos ser felizes isoladamente, sem levar em conta a felicidade do outro, de todos.  Mas isto é muito difícil pela complexidade das relações humanas!  Assim, o hino (wasan) composto por Shinran, o fundador do Shin-Budismo diz: “nada pode ser comparado à Luz do Buda que tudo purifica”; “supremo e primordial é o brilho da Luz do Buda, Majestosamente Flamejante”.  Neste sentido que podemos, a todo momento, estar recitando Namo Amida Butsu – NAMANDABU.  A Terra Pura pode ser aqui/agora.