Templo: Patrimônio da Comunidade

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No ano dos 40 anos do Templo Budista de Brasília, o Templo precisa da sua ajuda para tornar-se Patrimônio da Comunidade Brasiliense. Se você ainda não assinou a petição, leia o texto do Arquiteto Fernando Madeira. Se você já assinou, por favor compartilhe. O Templo agradece!

 

Templo Budista de Brasília: razões para sua preservação

Duas referências: a primeira, o bem material, o edifício religioso marcante  na paisagem urbana de Brasília; a segunda, as práticas sociais, encontros, estudos, festas e rituais que ocorrem naquele espaço.

Situado no ponto extremo da Asa Sul, em terreno doado à comunidade budista, em 1959 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, o Templo impõe-se tanto como realidade física quanto como lugar simbólico, onde se busca a sabedoria, lugar de paz.

O projeto – elaborado no Japão à imagem dos templos orientais tradicionais – foi  construído com recursos da comunidade nipo-brasileira e inaugurado em 1973. . Inicialmente freqüentado apenas por japoneses e seus descendentes, o Templo foi aos poucos recebendo novos adeptos chegando aos dias de hoje freqüentado por toda a  comunidade brasiliense, mesmo pelos não budistas, tornando-se um espaço ecumênico, aberto ao diálogo e de grande interesse social.

Há 40 anos, lá é organizada uma quermesse que se tornou um marco no calendário das festas da cidade. Lugar de encontros, estudos e discussões políticas, filosóficas e religiosas; lugar de cultura, onde são ministrados cursos de artes marciais, artes visuais,  meditação, ioga e estudos budistas. Um patrimônio imaterial atado ao patrimonio material.

O tombamento do edifício é necessário e urgente, para que ganhe o estatuto de monumento e seja devidamente preservado; assim como o registro das práticas que ali ocorrem, para garantir a continuidade das festas e dos encontros religiosos.

O tombamento diz respeito ao referencial histórico e simbólico das edificações: o templo em si, a torre sineira e o jardim japones. Já o registro justifica-se como uma forma de incentivar e manter o dinamismo dos eventos culturais que têm tanta penetração na sociedade brasiliense. A concorrida festa de Ano Novo, quando os sinos tocam as tradicionais 108 badaladas, é uma prova dessa inserção do Templo na cidade. Ali compartilha-se uma concepção atualizada e abrangente, universalista e inclusiva da visão de mundo do Budismo.

Autor: Fernando Madeira

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