Diálogos Budistas: Sustentabilidade Humana

postado por Cris / 2 comentários

  Carma é ação. Colhemos o que plantamos. Se cada um tomar ação para construir pontes onde há vazios, estaremos a caminho de solucionar problemas globais, que todos compartilham.

O Monge Budista Noriaki Fujimori, da Ordem Higashi do Hawaî, visitou o Templo Budista, no dia 23/08, para falar sobre Sustentabilidade Humana, no Ciclo de Palestras “Diálogos Budistas”.

Em Kauai, no Hawai, ele estabeleceu relacionamento entre os nativos havaianos, os remanescentes ainus da região ártica e os imigrantes japoneses.  Tem cuidado dos problemas da globalização e sustentabilidade ecológica.  A sua tese é que a tradição comunitária que os indígenas, os ainus e os primeiros imigrantes japoneses detém, especialmente no trato com a natureza, é o antídoto importante para o stress da pós-modernidade.

Além de ser monge responsável pelo Templo Budista de Waimea na Ilha de Kauai, tem viajado pelo mundo como conferencista, sendo membro do Buddhist Peace Fellowship International Advisory Council.  É também adepto do Budismo Engajado.  Recebeu prêmios e homenagens como reconhecimento pelo seu esforço de desarmamento e interação com outras religiões, especialmente catolicismo e protestantismo.

Não gosta de falar de si próprio  expondo currículo acadêmico ou realizações.  A exemplo dos indígenas havaianos e ainus, se apresenta falando da terra, das árvores, dos rios e do mar onde nasceu ou mora e gosta de andar de bermuda e camiseta.  Um verdadeiro budista como se estivesse residindo na Terra Pura.

 

Tweets da Palestra

 

  • A  melhor forma de romper com o ego é parar de se sentir superior. Questionar porque nós, seres humanos, estamos separados uns dos outros é o primeiro passo. Comece revendo sua própria limitação”.
  • Quando se apresentam pela primeira vez, os indígenas havaianos falam da geografia de seu lar/sua terra antes de dizerem os seus nomes. Não falam de suas conquistas, dos seus currículos ou profissão, como fazemos. Falam daquilo que os fez ser como verdadeiramente são.
  • Muitos jovens japoneses procuram tratamento psicológico quando as suas conquistas não atingem o alto nível que esperavam. Eles se esquecem que a libertação vem do contato com a cultura e a natureza
  • “A iluminação do Buda só foi possível por causa de uma mulher. Após 6 anos de ascese, muito debilitado fisicamente, o Buda aceita o oferecimento de leite da camponesa Sujata, que lhe deu força para se sentar debaixo da árvore bodhi. Co-dependência!”
  • O desafio atual é a fragmentação dos humanos, o nosso isolamento. Temos que lembrar da interdependência entre todos os seres e buscar formas de nos juntarmos novamente.
  • Dizer que a luz do Buda ilumina a todos significa que todos os diferentes devem se juntar: esposa/marido, idoso/jovem, cristão / muçulmano, ser humano / natureza
  • Quem sou eu separado da natureza  e dos outros? Namu amida butsu para mim significa me juntar aos outros seres humanos & aos seres com outras formas
  • No Japão há um retorno ao ensinamento da economia budista: o pequeno/o pouco.   Se conter & se contentar. Menos materialismo.

(Obrigado, Daniel Godoy Loes @DanielBrasilia pelos tweets!)